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Dourados, Centro Oeste MS, Brazil
Eu sou uma mulher realizada e feliz ! Sou casada há 24 anos. Sou Educadora e Amo o que faço. Tenho três filhos que são minhas vidas; Luan Carlos, Murilo Henrique e Beatriz Assunção. A família pra mim é a base de tudo, é prioridade sempre. O diálogo é a a chave pra resolução de todos os problemas de conflito. A sabedoria, inteligência, conselho, fortaleza, ciência, piedade e temor de Deus são valores que acredito e procuro vivenciar junto com minha família. Amar e respeitar o próximo independente de sua classe social é o que realmente nos torna imagem e semelhança de Deus. Atualmente sou funcionária pública municipal e estou como gestora do Curso Técnico Profuncionário.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Concepções de Aprendizagem

Paulo Freire, o educador mais conceituado e respeitado de nosso país dizia que a escola deveria ensinar os alunos a “ler o mundo”. Imaginava que para isso seria necessário respeitar o contexto cultural e familiar dos estudantes, dando a eles a oportunidade de participar do processo de ensino-aprendizagem, tendo voz ativa e vislumbrando realidades de ensino nos conteúdos trabalhados que tivessem relação direta com o mundo em que estavam inseridos.

Na concepção instrucionista ou transmissiva, o aluno é levado a memorização dos conteúdos, o professor é o detentor do conhecimento e não há uma troca de saberes e experiências entre professor e aluno. Infelizmente ainda hoje a educação acontece dessa forma em muitas escolas. O ensino é preparado, organizado somente pelo professor, não há participação do aluno na construção dos saberes, escolha dos materiais e metodologias a serem utilizadas para o desenvolvimento das aulas.

Na concepção vivencial ou espontaneista o aluno passa a ser sujeito da aprendizagem, com direitos, deveres e responsabilidades. Participa das ações que levarão ao processo de construção do conhecimento, agora não mais algo definido pronto e acabado. O estudante nesse modelo de concepção passa a refletir sobre um determinado assunto orientado pelo professor que sempre deverá ser o mediador aquele que dá o suporte para que o estudante possa construir seus conhecimentos com significados.

Sabemos que a aprendizagem ocorre dentro e fora da escola, de forma sistemática como no caso da família, da escola, da igreja, como de maneira assistemática, no caso da ação do ambiente sobre o indivíduo.

Ao longo dos tempos, verificamos que em determinadas épocas a educação era privilégio das elites. Com a industrialização a sociedade passou a exigir que a educação cumprisse uma função técnica e fosse oferecida à classe popular visando à preparação da mão –de- obra especializada.

Com o avanço do capitalismo a sociedade entendeu a educação como um investimento que deveria dar um retorno o mais rápido possível, ao próprio sistema. Como fruto dessa interpretação de educação surge duas alternativas: a conservadora que visa à continuidade das estruturas e relações; a libertadora, transformadora, revolucionária, que visa às mudanças das estruturas e relações sociais. Em outra denominação teríamos a conservadora e a progressista.

A reflexão que fazemos hoje é que não temos mais uma concepção conservadora de educação, uma educação autoritária onde o professor é o dono do saber, e graças a Deus as coisas mudaram, mas nos perguntamos até que ponto a educação avançou em termos de qualidade no ensino? Quais as mudanças realmente efetivas que ocorreram na educação?

Como pensar na qualidade da educação se nossos governantes só se preocupam com números de aprovados, um exemplo claro disso é a “promoção automática”, para diminuir a repetência e os alunos concluírem o ensino fundamental, e também os Provões de Ensino Fundamental e Médio, não há uma preocupação com os saberes desses educando e sim com os números, e com isso cada vez mais aumentam os números de analfabetos funcionais. Com o avanço das tecnologias acreditou-se que o problema da educação seria resolvido, todos os problemas pedagógicos seriam solucionados, mas e a capacitação desses profissionais da educação acontece a contento? As escolas estão preparadas para essa era tecnológica? O professor tem segurança para trabalhar, salário digno pra não precisar trabalhar sessenta horas, apoio pedagógico, formação continuada específica na sua área de atuação? Como está a estrutura familiar hoje? Como nossas crianças e jovens vêem os professores hoje? E os pais? E as universidades que tipo de profissionais tem formado?

Realmente precisamos pensar qual o tipo de concepção de educação temos hoje na prática e não nos papéis, pois em termos de documentos a nossa educação está Dez. Precisamos cobrar de nossos governantes, ações efetivas para que ocorra melhoria na qualidade da educação e isso compete a nós educadores e sociedade em geral.


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